28/11/2018

Parto traumatizado - Parte I




Faz tempo que não atualizo o blog. Tantas coisas me aconteceram. Coisas boas, infinitamente boas... E outras péssimas.

Parte Boa:

O meu John Lorenzo está com três meses. Graças á Deus com muita saúde.
Estamos nos adaptando a essa nossa nova vida.

Noites sem dormir, muito trabalho em casa, mas acima de tudo a alegria de termos  nosso John em nossas vidas.
Ele é maravilhoso!
...

Mas o que eu quero conversar hoje, ou melhor, contar, é minha experiência no parto.
Eu não sei se vou conseguir resumir tudo que me aconteceu num post. Mas acho que vou por partes...
Aqui, conto como tudo aconteceu, como descobri minha gravidez já com 22 semanas de gestação.

"Eu sonhava em ter (dentro do hospital, claro!) um parto humanizado, já que sou naturalista. Mas ao contrário do esperado, foi um parto “traumatizado”.

No dia 14 de Agosto de 2018, tinha uma consulta pela manha do pré-natal. Saí naquela manhã gelada, toda cheia de roupas de inverno. Despedi dos meus filhotes de patinhas, e fomos para a clínica onde eu fazia pré-natal de alto risco, por causa da depressão.
Saí com dor no coração, porque lá dentro de mim, sentia que naquele dia, não retornaria pra casa. Sentia que da clinica eu iria para a maternidade. E naquela ansiedade de não saber como seria.

Fui, mas deixando em casa a Catherine doente (minha filha de patinhas).

Na hora da consulta do pré-natal, no momento em que a doutora foi me examinar, a bolsa estourou. Eu estava com seis dedos de dilatação. Uma dilatação que acontecia lentamente. Já se fazia uma semana que eu vinha dilatando ao poucos.

Mas ainda fui ao banheiro, saí da clinica andando, fui até onde estava o carro, entrei na maternidade, claro que andando devagar como já vinha há tempos...

Obs.: Nesse período de uma semana eu estava indo sempre para a maternidade porque já estava perdendo liquido, mas eles (enfermeiras, porque na maternidade até então, nunca tinha passado por um médico, então, somente recebia atendimento da enfermagem, que é comum na Santa Casa de Votorantim, então, eles me mandavam de volta pra casa).

Por volta das nove da manha do dia 14 de Agosto eu me internei na Santa Casa de Votorantim, Instituto Moriáh.

Colocaram-me no soro e eu fiquei no quarto junto com mais quatro grávidas. O Ronaldo ficou ali do meu lado sempre.
Ele até estava com roupa de trabalho, porque depois de me deixar em casa, ele já iria trabalhar, achando que eu voltaria pra casa. 
Ronaldo avisou a empresa que não iria porque tinha me internado e estava comigo.

“Acho” que por volta das dez da manhã ou menos, eles me colocaram no soro para acelerar o processo. De repente, entra no quarto a enfermeira que me examinou  (porque as grávidas normalmente só veem os médicos na hora do parto).

A tal enfermeira veio, cheio de anéis e pulseiras, não puxou a cortina, pediu-me pra que eu abrisse minhas pernas e começou a estimular o parto com as mãos. Ou seja, ela pedia pra eu fazer força pra criança nascer, ficava enfiando aquela mão com anéis e pulseiras, pedia pra que meu marido segurasse minhas pernas. E me dizia:
-Vai fia! Vamos! Ele já vem vindo.

Eu fazia toda força possível, achando que eu iria ter meu filho ali no quarto mesmo. Perto de todas as outras grávidas.

E essa fala dela era repetida por várias vezes.
O Ronaldo ali sempre me ajudando, me dando apoio.

Como estávamos sendo pais de primeira viagem, estávamos sem saber o que fazer. Mesmo achando tudo muito estranho, e acho que o nervosismo de ambos, e a fragilidade psicológica em que nós dois nos encontrávamos, não conseguíamos reagir a comportamentos estranhos, ou, condutas negativas de certos profissionais.

Nesse meio tempo, a porta do quarto fica muitas vezes entreaberta e quem passasse no corredor me enxergava ali naquela posição de parir um filho.

A maternidade estava em reforma, então o tempo todo passava pessoas trabalhando na reforma, e, acabavam me vendo naquela situação.
Tinha uma grávida que estava deitada em observação ali no quarto, coitada!  Parecia que ela nem respirava de nervosismo a me ver naquela situação. E todo tempo que fiquei naquele quarto, a enfermeira ficou estimulando a dilatação com as mãos.

Horrível!
Foi então que por volta de quase meio dia, me levaram para a sala de parto.

... continuação...


1 Comentários :

  1. Gente que horror!! Gente... to passada! Bjs Monalise www.dividindoexperiencias.com

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