04/12/2018

Meu Parto - Parte II


(continuação da Parte I)


...
De repente uma enfermeira entra no quarto e disse:
-Já está tudo preparado. Pode levar ela.
Eu questionei. Mas a enfermeira nos disse que o bebê ia nascer lá na sala de parto.
Eu e o Ronaldo estávamos nervosos e confusos. Será que era normal aquele processo? Tanto eu quanto ele, não tínhamos forças para nos impor ali.
Acreditem.
Fomos para a sala de parto. Como é permitido por lei à mãe ter um acompanhante, caso ela queira, então, o Ronaldo me acompanhou.
Já deitada naquela cama de parto, e o Ronaldo sempre ali do meu lado.
Mas os responsáveis não tiveram o trabalho de dar para ele, um avental, uma touca, uma proteção...
Ao contrário,
Ele participou diretamente no parto.
Sim. A enfermeira responsável pediu á ele que me segurasse. Porque as dores eram tanta, que eu quase caia da cama.

E a equipe me dizia:
-Força! O bebê já está vindo. Força!
-Ela não faz força. Ela não ajuda.

E o médico onde estava?
Ah! Ele?
Ele entrava com roupas de passeio, ou seja, roupa do dia dia, com as mãos no bolso, dava uma olhadinha e dizia que se precisasse era pra chamá-lo.

E eu?
Não tinha forças para ajudar meu filho a nascer. Porque a pouca força que tinha deixei naquela sala de pré-parto.
E infelizmente. Infelizmente, meu bebê parou de nascer e intalou.
Eu não tinha forças nem de gritar. De nada.

Meu marido estava ali, comigo em seus braços, mas nada ele podia fazer.
Vendo que o bebê poderia morrer.
E tudo isso acontecia, com as portas da sala de parto abertas!

Acreditem.
Quem passava no corredor via. Lembrando que a maternidade Instituo Moriah em Votorantim, estava em reformas...

(continuo no próximo capítulo, agora vou cuidar do John Lorenzo)

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