14/02/2019

Alergia e assadura de fraldas


Meu filho pegou uma alergia horrível de fraldas. Essa alergia acabou se transformando em assaduras, e mesmo passando pomada, maisena, não saia. Usei algumas marcas e nada.
O que nos ajudou mesmo foi à pomada Nistatina para assaduras. Já melhorou 90%.



É bom consultar um médico.

14/12/2018

Parto Traumatizado - Violência Obstétrica - Final


(continuação da parte II)
...


Já se fazia algum tempo que estava na sala de parto, já tinham feito por diversas vezes a tal “manobra de Kristeller”, daí o médico ficou na sala para ajudá-la a fazer as manobras, e já estava quase morrendo, e o meu filho também.
Já tinha pedido cesárea na hora que eu comecei com dificuldades, mas o médico falou que não era necessário. Depois que o bebê intalou daí ele me disse que se eu não ajudasse meu filho a nascer, ele iria usar a “ferramenta”. Eu falei pra ele, que ele não podia fazer isso. E ele me perguntou:
-Por que não?

Realmente. Não restava mais nada, a não ser o fórceps para tentar salvar ao menos o bebê.
O médico deu aquela “anestesia” que mais parece água. Senti tudo.
Senti os cortes, e a ferramenta entrando. Uma dor horrível!
De tanta dor, nem vi meu filho nascer porque estava com olhos fechados e com a sensação que já estava morrendo. Lembro-me que,  estava com minha cabeça nos braços do Ronaldo, e ele me disse, muito emocionado, que o John já tinha nascido, e eu pedi á ele que cuidasse bem do bebê, que eu estava morrendo.

Mas eu ouvi bem, quando uma enfermeira disse que o bebê precisava da incubadora, mas todas estavam desligadas pelo motivo da reforma.
Alguém teve ideia de colocá-lo num aquecedor perto de um lavatório.
Eu ainda estava na luta, porque daí o médico me disse que seu não fizesse força pra placenta sair, ele iria me levar para cirurgia.
Pode?

Acho que depois de uns 15 ou 20 minutos a placenta saiu. Senti ser toda costurada. Que dor!
Deixei a sala de parto toda costurada (de um lado ao outro), já com um enorme edema e dores horríveis!
Fui para o quarto, e pedi ao meu marido que não descuidasse do bebê.

Quando foi mais a noite, eu estava sozinha, sem o Ronaldo no quarto, chegou uma enfermeira para me ver. Ela retirou do bolso o celular e sem minha autorização, ela fotografou minhas partes íntimas.
Eu estava largada na cama, e não conseguia reagir nem com palavras. Foram duas enfermeiras que me fotografou.
Fotografou sem minha autorização.

Estávamos ali, acuados, fragilizados. O Ronaldo que cuidava do bebê, porque eu não conseguia nem movimentar minhas pernas direito. Imaginem se conseguiríamos nos posicionar para alguma coisa.
Não conseguia amamentar direito, e até a pediatra autorizou complemento para o bebê.
O problema foi que muitas enfermeiras não queriam.
Numa das trocas de plantão eu ouvi uma enfermeira dizer para a outra, que tinha que dar uma sacudida em mim.

Então, veio uma enfermeira e disse que me ajudaria. Essa que recebeu a missão de dar a tal “sacudida”.
Ela sentou e começou a apertar meu peito, e ao invés de sair leite, era só dor, porque eu nem leite estava tendo, quase. Vi que ela começou usar daquela “técnica” para me pressionar a amamentar meu filho.
Mas eu não estava amamentando-o, era por puras dores. Dores horríveis!
Sentia dores até no respirar.
Acabei surtando com aquela enfermeira e comecei a gritar no quarto.
Resumindo:

Chegaram até desentupir pia, aquela pia, que estava ao lado da tal incubadora que improvisaram para o John. Chegou a ter esgoto parado no chão e meu filho do lado.
Sai daquela maternidade (Instituto Moriah de Votorantim) ferida na carne e na alma.
E meu filho com marcas no rostinho do fórceps.

Sentia-me culpada o tempo todo. Acho que essa culpa não me deixava também reagir. Porque minha vontade no íntimo era de chamar a polícia, para confiscarem aqueles malditos celulares daquelas enfermeiras.

Usei fraldas a quarentena toda!

Hoje, já estou melhor, mas ainda recupero das marcas, feridas e das dores que ainda sinto.
Foi assim que meu pequeno John Lorenzo, nasceu de 38 semanas.

Ah! E minha Catherine (filha de patinhas), virou estrelinha dois dias após eu chegar da maternidade. Só me deixou com saudades.


04/12/2018

Meu Parto - Parte II


(continuação da Parte I)


...
De repente uma enfermeira entra no quarto e disse:
-Já está tudo preparado. Pode levar ela.
Eu questionei. Mas a enfermeira nos disse que o bebê ia nascer lá na sala de parto.
Eu e o Ronaldo estávamos nervosos e confusos. Será que era normal aquele processo? Tanto eu quanto ele, não tínhamos forças para nos impor ali.
Acreditem.
Fomos para a sala de parto. Como é permitido por lei à mãe ter um acompanhante, caso ela queira, então, o Ronaldo me acompanhou.
Já deitada naquela cama de parto, e o Ronaldo sempre ali do meu lado.
Mas os responsáveis não tiveram o trabalho de dar para ele, um avental, uma touca, uma proteção...
Ao contrário,
Ele participou diretamente no parto.
Sim. A enfermeira responsável pediu á ele que me segurasse. Porque as dores eram tanta, que eu quase caia da cama.

E a equipe me dizia:
-Força! O bebê já está vindo. Força!
-Ela não faz força. Ela não ajuda.

E o médico onde estava?
Ah! Ele?
Ele entrava com roupas de passeio, ou seja, roupa do dia dia, com as mãos no bolso, dava uma olhadinha e dizia que se precisasse era pra chamá-lo.

E eu?
Não tinha forças para ajudar meu filho a nascer. Porque a pouca força que tinha deixei naquela sala de pré-parto.
E infelizmente. Infelizmente, meu bebê parou de nascer e intalou.
Eu não tinha forças nem de gritar. De nada.

Meu marido estava ali, comigo em seus braços, mas nada ele podia fazer.
Vendo que o bebê poderia morrer.
E tudo isso acontecia, com as portas da sala de parto abertas!

Acreditem.
Quem passava no corredor via. Lembrando que a maternidade Instituo Moriah em Votorantim, estava em reformas...

(continuo no próximo capítulo, agora vou cuidar do John Lorenzo)